Conclusão das atividades da Crew-12 e cronograma de retorno

A tripulação da missão Crew-12, integrada por Jessica Meir, Jack Hathaway, Sophie Adenot e Andrey Fedyaev, encerrou suas atividades de pesquisa científica a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). O retorno dos astronautas à Terra está agendado para o início de outubro.

A publicação oficial não detalha a data e o horário exatos para o desacoplamento e a reentrada da espaçonave Dragon. Da mesma forma, as fontes consultadas não esclarecem qual é a área geográfica específica prevista para a amerissagem da cápsula.

Pesquisas em saúde humana e terapias celulares

Na área de saúde e biologia espacial, a astronauta Sophie Adenot conduziu procedimentos com um suporte ósseo confeccionado a partir de madeira, projetado para reproduzir a estrutura óssea e estimular o crescimento celular no espaço. A NASA projeta que os dados obtidos com o suporte de madeira podem viabilizar novas alternativas terapêuticas para indivíduos com osteoporose — enfermidade que acomete mais de 200 milhões de indivíduos em escala global, segundo o documento — e proteger astronautas contra a perda óssea acelerada.

Pesquisadores também submeteram amostras celulares análogas à medula óssea a estímulos de vibração a bordo da estação para simular o efeito do exercício físico sobre tecidos corporais. A NASA estima que células-tronco cultivadas no ambiente de microgravidade têm potencial para auxiliar na regeneração dos sistemas sanguíneo e imunológico após tratamentos de quimioterapia na Terra.

Além disso, a agência espacial indica que tecidos cartilaginosos desenvolvidos no ambiente espacial podem se tornar opções terapêuticas para lesões articulares, eliminando a necessidade de extrair enxertos de outras regiões do próprio corpo do paciente. Experimentos no complexo orbital também cristalizaram tratamentos voltados ao combate ao câncer para investigar com maior precisão o comportamento e a estrutura dos fármacos.

Manufatura no espaço e recursos médicos sob demanda

No segmento de manufatura orbital, Sophie Adenot realizou a instalação da impressora 3D de metal no laboratório espacial. Pequenas peças de metal foram fabricadas por impressão 3D em microgravidade e enviadas à Terra para análises comparativas de integridade com peças produzidas em solo. A instituição avalia que a capacidade de produzir peças metálicas sob demanda no espaço reduzirá a dependência de missões terrestres de reabastecimento em viagens de exploração profunda.

No suporte médico, a agência espacial afirma que o sistema gerador de soro intravenoso sob demanda poderá assegurar recursos médicos em contingências e melhorar o atendimento em regiões isoladas no planeta. Essa tecnologia visa contornar limitações documentadas na publicação: fluidos intravenosos comerciais possuem período de validade restrito a cerca de 16 meses, gerando sobrecarga de peso e restrições de espaço físico em missões de longa permanência. Além disso, bactérias capazes de tolerar antibióticos, privação alimentar e desinfetantes representam um fator de preocupação em habitats confinados como espaçonaves.

Física quântica e ensaios comparativos em andamento

No laboratório Cold Atom Lab, foi executada uma atualização que elevou a taxa de átomos produzidos para observação em microgravidade. A NASA avalia que a ampliação do tempo de observação de átomos ultrarresfriados em microgravidade pode acelerar o avanço de tecnologias quânticas aplicadas a células solares e componentes de dispositivos eletrônicos.

A NASA sustenta ainda que a compreensão da montagem e interação de partículas coloidais em microgravidade pode permitir o refinamento da estabilidade e do desempenho de materiais usados na agricultura espacial, na impressão 3D e na farmacologia.

O material divulgado, contudo, não traz o percentual ou métrica quantitativa exata do ganho de produção de átomos após a atualização do Cold Atom Lab. As fontes consultadas também não apresentam os resultados comparativos detalhados dos ensaios metalúrgicos e mecânicos entre as peças metálicas impressas em microgravidade e os modelos produzidos em solo, nem estabelecem cronograma ou estimativa de prazo para o início de eventuais testes clínicos terrestres com as linhagens de células-tronco ou com a cartilagem bioengenheirada.