A NASA selecionou três novos pacotes de instrumentos científicos destinados a apoiar o desenvolvimento do posto avançado lunar Moon Base. A iniciativa integra as ações da agência para a pesquisa na superfície lunar.
Seleção dos instrumentos pelo programa PRISM e transporte pela iniciativa CLPS
A seleção dos instrumentos ocorreu no âmbito do programa PRISM da NASA. O envio desses conjuntos científicos à superfície lunar está planejado para ocorrer por meio de voos comerciais da iniciativa CLPS.
A iniciativa CLPS envolve a contratação de companhias norte-americanas para realizar a entrega de cargas úteis de ciência e tecnologia na órbita e no solo da Lua. De acordo com Brad Bailey, diretor do Escritório de Integração de Estratégia de Ciência de Exploração da NASA, a agência projeta que cada nova seleção do programa fortalece a capacidade de realizar ciência ambiciosa e transformadora na superfície lunar.
Instrumentos DISCO, GIMLI e LEMS-SP: objetivos de pesquisa e equipes responsáveis
Os três pacotes selecionados possuem atribuições específicas de pesquisa:
- DISCO: a carga útil é projetada para obter as primeiras medições diretas de depósitos de gelo ocultos em microarmadilhas térmicas na superfície lunar.
- GIMLI: a missão tem como objetivo examinar processos vulcânicos e investigar possíveis vazios subterrâneos na região de Marius Hills Pit. A investigação científica tem como pesquisador principal Nathaniel Putzig, do Planetary Science Institute.
- LEMS-SP: estruturado como um conjunto instrumental autônomo, foi concebido para funcionar como estação permanente de monitoramento ambiental e de ameaças no solo lunar. O pesquisador Mehdi Benna, da Universidade de Maryland no Condado de Baltimore, lidera a equipe responsável pelo instrumento.
O comunicado oficial da agência espacial recebeu uma atualização em 2 de outubro de 2026 para retificar os nomes completos dos instrumentos DISCO e GIMLI.
Avaliações sobre mitigação de riscos e hipóteses geológicas da NASA
A direção da NASA avalia que os instrumentos selecionados reduzirão riscos para astronautas e impulsionarão a meta de estabelecer uma base na Lua antes de missões tripuladas a Marte, conforme declaração de Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da agência.
No âmbito da análise ambiental, a NASA estima que o conjunto de sensores LEMS-SP conseguirá traçar o perfil ambiental da Lua a partir do registro de impactos de micrometeoritos e gases voláteis.
Em relação à estrutura geológica, a agência aponta a hipótese de que a depressão Marius Hills Pit possa dar acesso a um grande tubo de lava subterrâneo que serviria de abrigo natural.
Pontos em aberto sobre cronograma de voos, empresas contratadas e confirmações práticas
A documentação oficial divulgada não esclarece todos os detalhes operacionais e científicos relativos às missões:
- Datas e voos: as fontes consultadas não esclarecem as datas exatas de lançamento e missões específicas que transportarão cada um dos três pacotes de instrumentos à Lua.
- Operadores comerciais: a documentação não identifica as empresas comerciais e modelos de módulos de pouso selecionados no âmbito da iniciativa CLPS para operar cada carga útil.
- Orçamento: as fontes não informam os valores orçamentários individuais alocados aos contratos de desenvolvimento de cada pacote científico selecionado pelo programa PRISM.
- Estruturas subterrâneas: a hipótese de tubos de lava carece de confirmação prática sobre a existência e a extensão de conexões tubulares subterrâneas a partir da formação Marius Hills Pit.
- Gelo lunar: as fontes não esclarecem o volume total e o grau de viabilidade técnica para a extração do gelo identificado nas microarmadilhas térmicas lunares.
