O lateral-esquerdo Renan Lodi viveu momentos de grande tensão e incerteza antes de vestir a camisa do Atlético-MG. Após uma rescisão unilateral com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, o atleta de 27 anos passou mais de três meses sem atuar por um clube, período que classificou como "pesado" e dominado pela ansiedade.

Impossibilitado de jogar profissionalmente enquanto a questão com a equipe saudita não era resolvida, Lodi manteve o condicionamento físico utilizando as instalações do Athletico-PR. Durante esse longo hiato, a saúde mental foi colocada à prova, e a terapia surgiu como um suporte essencial. "No início parecia que eu estava apenas de férias, mas depois do terceiro mês a ansiedade começou a pesar bastante. A ajuda psicológica foi fundamental, pois a tristeza e as dúvidas eram constantes", confidenciou.

O desfecho positivo ocorreu em dezembro de 2025, graças à intervenção do Atlético-MG. Dirigentes do Galo foram pessoalmente até a casa do jogador em Curitiba, atitude que selou o negócio. "Eles me procuraram no momento de maior necessidade, foi impossível dizer não. Cheguei a receber propostas de times na França, Espanha e Inglaterra, mas, junto com a minha esposa, escolhemos permanecer no Brasil", relatou.

Hoje, Renan Lodi vive uma realidade bem diferente. Consolidou-se como um dos pilares da equipe comandada por Eduardo Domínguez, colecionando gols, assistências e conquistando a massa atleticana. Morando próximo à Cidade do Galo e sentindo o carinho dos torcedores diariamente, o jogador não esconde o desejo de construir uma história duradoura e se tornar um ídolo do clube.