Em uma carta contundente direcionada aos torcedores neste fim de semana, Khaldoon Al Mubarak, presidente do Manchester City, quebrou o silêncio e reiterou a confiança absoluta na inocência do clube diante das acusações de violação das regras financeiras da Premier League.

As declarações ocorrem em um momento de alta tensão, com diversos jornais britânicos apontando que o City teria sido considerado culpado por uma comissão independente que julga o caso das famosas 115 infrações.

"Mesmo com alguns se apressando para fazer julgamentos precipitados e com o excesso de ruído externo, a nossa situação permanece a mesma. Já estivemos diante de obstáculos no passado e vencemos. Existe uma vontade de muitos em frear o sucesso deste clube, mas não permitiremos que isso aconteça", declarou o mandatário.

As investigações apontam que as supostas irregularidades aconteceram no período de 2009 a 2018. A acusação central é de que o Manchester City não agiu de "boa fé" ao omitir ou maquiar informações essenciais para a compreensão de sua real situação financeira pela liga.

Caso a condenação de fato se confirme oficialmente pela Premier League, a punição ao gigante inglês pode ir desde pesadas multas e perda de pontos na atual temporada até a exclusão total do Campeonato Inglês.

Mubarak, no entanto, garantiu que a defesa segue firme: "Esse processo da liga ainda será longo e a nossa determinação em comprovar que o clube não cometeu infrações segue inabalável".