O cenário econômico e financeiro global e brasileiro em agosto de 2026 revela um momento de forte ajuste, pautado pelas decisões dos bancos centrais, o desempenho do varejo nacional e as pressões internacionais no mercado de trabalho e câmbio.

**Brasil: Selic a 14% e os Desafios do Varejo** No cenário interno, o principal foco do mercado financeiro tem sido a recente decisão do Copom, que optou pelo corte da taxa básica de juros, a Selic, para 14% ao ano. Segundo o último Boletim Focus, as projeções para o fim de 2026 apontam para um patamar de 13,75%. Esse movimento busca um equilíbrio delicado entre controle inflacionário e estímulo ao consumo.

Entretanto, o setor varejista ainda sente o peso das condições de crédito restritas. Grandes redes enfrentam os impactos de um consumo desacelerado, visto que o endividamento das famílias brasileiras atingiu o nível recorde de 82% em julho, criando um obstáculo considerável para a retomada do varejo.

**Cenário Global: Vagas nos EUA e Intervenção Cambial no Japão** No mercado internacional, os Estados Unidos surpreenderam com a eliminação inesperada de vagas de emprego em julho. A notícia impulsionou as bolsas, pois a desaceleração diminui a pressão sobre o Federal Reserve (Fed), reduzindo a probabilidade de novas altas de juros.

Em paralelo, os governos dos Estados Unidos e do Japão têm atuado em coordenação para fortalecer o iene. As mudanças na política monetária japonesa têm gerado cautela global sobre potenciais repatriações de capital.

**Tendências** O mercado financeiro ajusta suas perspectivas diante dos cortes nas taxas locais e da estabilização nos Estados Unidos. Investidores permanecem atentos a indicadores econômicos, tensões geopolíticas e aos resultados corporativos.