Google Pixel 11: Novos Smartphones Chegam com Preços Mais Altos — E a Escassez de RAM É a Culpada
A Google realizou mais uma edição do seu evento Made by Google, revelando ao mundo a sua mais nova geração de dispositivos: os smartphones Pixel 11, um novo dobrável, um smartwatch inédito e até um rastreador pessoal. A má notícia é que, seguindo uma tendência que já vinha se desenhando no mercado, quase todos os produtos chegam com etiquetas de preço mais caras do que seus antecessores.
A escassez global de RAM está forçando fabricantes a repassar os custos ao consumidor. A Google não foi exceção: assim como a Samsung fez com seus dobráveis lançados no mês passado, a empresa californiana citou abertamente a crise de memória como justificativa para os reajustes de preços.
O Pixel 11 lidera a nova linha e começa a partir de US$ 899 — um aumento de US$ 100 em relação ao Pixel 10 do ano anterior. Em compensação, o modelo básico agora vem obrigatoriamente com 256 GB de armazenamento, o dobro do mínimo que o predecessor oferecia. Na prática, a opção de 128 GB foi eliminada, empurrando os consumidores para uma configuração mais cara como ponto de entrada.
Preços completos da linha Pixel 11
O Pixel 11 parte de US$ 899 por 256 GB. Há também uma opção nova de 512 GB, disponível pela primeira vez neste modelo, custando US$ 1.019.
O Pixel 11 Pro manteve a maioria dos preços dos modelos anteriores, mas também abandonou a opção de 128 GB. O modelo começa em US$ 1.099 (256 GB), sobe para US$ 1.219 (512 GB) e alcança US$ 1.499 no topo de linha de 1 TB.
O Pixel 11 Pro XL, o modelo flat mais caro da Google, sofreu um reajuste de US$ 100 em todas as configurações de armazenamento. O aparelho agora parte de US$ 1.299 por 256 GB, passa para US$ 1.419 na versão de 512 GB e atinge US$ 1.649 com 1 TB.
O Pixel 11 Pro Fold, o dobrável da linha, também ganhou um aumento de US$ 100 em todas as suas versões. O foldable começa em US$ 1.899 com 256 GB, sobe para US$ 2.019 com 512 GB e chega ao topo com US$ 2.249 na versão de 1 TB.
Para efeito de comparação, US$ 2.249 ainda é significativamente mais barato do que o rival Galaxy Z Fold 8 Ultra da Samsung, que chega a custar impressionantes US$ 2.700 na versão de 1 TB.
O impacto da escassez de RAM vai além dos preços
Além da elevação dos valores, a crise de memória trouxe outro efeito colateral preocupante: uma redução na quantidade de RAM em algumas configurações. Os modelos Pixel 10 Pro e 10 Pro XL do ano passado vinham equipados com 16 GB de memória. Nos novos Pixel 11 Pro e 11 Pro XL, essa quantidade só se mantém nas versões de 512 GB e 1 TB — a opção de entrada, com 256 GB, virá com apenas 12 GB de RAM.
Em entrevista coletiva antes do lançamento oficial, a Google garantiu que os novos aparelhos são mais rápidos e fluidos do que a geração anterior, graças a otimizações no chipset e no software. No entanto, só os testes completos poderão confirmar ou refutar essa afirmação.
Disponibilidade e pré-venda
Todos os quatro modelos já estão disponíveis para pré-venda. O lançamento oficial e início das vendas está previsto para o dia 20 de agosto de 2026.
Cores disponíveis
O Pixel 11 básico chega em quatro opções de cores: frost (gelo), pistachio (pistache), hibiscus (hibisco) e obsidian (preto fosco).
Os modelos Pixel 11 Pro, 11 Pro XL e 11 Pro Fold também terão quatro opções de cores: canyon (cânion), fog (névoa), olive (oliva) e obsidian (preto fosco). Como detalhe, os Pixel Buds Pro 2 ganharam uma nova versão na cor olive para combinar com a linha Pro.
O cenário maior: toda a indústria mobile sob pressão
A escassez de RAM não é um problema exclusivo da Google. A Samsung já havia utilizado o mesmo argumento para justificar o aumento nos preços dos seus dobráveis mais recentes. Trata-se de uma tendência que atinge toda a cadeia de suprimentos global de semicondutores, com impacto direto no bolso do consumidor final.
Para quem busca o melhor da tecnologia Android em 2026, a linha Pixel 11 ainda representa uma das propostas mais completas do mercado — mas o preço de entrada nunca foi tão alto.