A noite em Quito reservou fortes emoções para os torcedores do Palmeiras. Em um cenário que parecia desfavorável, o time paulista precisou de muita força mental para superar a LDU nos pênaltis e garantir a classificação para a semifinal da Copa Libertadores. Após uma derrota dramática por 3 a 2 no tempo normal, com direito a virada dos equatorianos nos minutos finais, a equipe alviverde encerrou um longo jejum e espantou o que muitos chamavam de "maldição dos pênaltis".

O desafio era gigantesco. Além dos efeitos da altitude do estádio Casa Blanca e da pressão ensurdecedora da torcida local, o Palmeiras não contava com seu comandante na beira do campo. Abel Ferreira havia sido expulso por reclamação no segundo tempo. Para agravar a situação, o retrospecto recente em disputas de pênaltis não era animador: sob o comando da atual comissão técnica, o Verdão só havia vencido uma única vez, em 2022, acumulando decepções em outras competições.

Para evitar que o histórico negativo e a frustração do tempo normal afetassem o desempenho dos cobradores, os jogadores se reuniram antes das cobranças. O objetivo principal era abaixar a adrenalina e recuperar o foco. O capitão da noite, Piquerez, destacou a importância de manter a calma e esquecer os gols sofridos no fim da partida, ressaltando que o passado não deveria influenciar aquele momento decisivo.

A estratégia funcionou. Apesar de Lucas Evangelista ter desperdiçado sua cobrança, Vitor Roque, Mauricio, Piquerez e Felipe Anderson converteram seus pênaltis com precisão. O grande herói da classificação, no entanto, estava debaixo das traves. O goleiro Carlos Miguel brilhou ao defender duas penalidades da LDU, garantindo a vitória por 4 a 3 na disputa.

Após o apito final, o clima foi de alívio e comemoração. Vitor Castanheira, auxiliar técnico que substituiu Abel Ferreira, resumiu o sentimento de todos ao celebrar o fim da sequência negativa nos pênaltis. Com a vitória, o Palmeiras avança para a sua sexta semifinal de Libertadores nas últimas sete edições, reafirmando sua força e resiliência no continente.