O ano de 2026 tem se mostrado desafiador para as finanças do Corinthians. De acordo com o balancete referente ao mês de julho, o clube paulista registrou um déficit acumulado impressionante de R$ 278,7 milhões nos sete primeiros meses do ano.

Este valor representa um salto significativo em relação a junho, quando o saldo negativo estava na casa dos R$ 246 milhões – um aumento de mais de R$ 32 milhões em apenas 30 dias. O rombo financeiro atual supera em assustadores 258% a previsão orçamentária do clube para o período, que estimava um prejuízo de "apenas" R$ 77,8 milhões.

Falta de vendas de jogadores pesa no caixa
Um dos principais fatores para o descompasso entre o que foi planejado e a realidade financeira do Timão é a ausência de negociações de atletas. O orçamento da diretoria previa uma injeção de R$ 150 milhões líquidos provenientes da venda de jogadores até julho. No entanto, o clube não concretizou nenhuma transferência significativa nesse intervalo.

A justificativa oficial da Administração corintiana para não vender seus talentos, como André e Breno Bidon, foi a priorização do sucesso esportivo na Copa Libertadores, além da expectativa de valorizar ainda mais os jogadores.

Os vilões do orçamento
Além da falta de arrecadação com transferências, outros fatores foram apontados pelo Corinthians como responsáveis pelo déficit:
- R$ 32,5 milhões referentes à premiação da Copa do Brasil de 2025 ao elenco;
- R$ 16,3 milhões em revisões contábeis e contingências;
- R$ 6,1 milhões em impostos relacionados à negociação envolvendo Félix Torres.