Agosto de 2026 tem se mostrado um mês de ajustes para o mercado financeiro brasileiro. Com sinais de desaceleração na atividade econômica, o mercado ajusta suas projeções para os principais indicadores macroeconômicos. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, possui estimativas de corte, podendo chegar a 13,25% até o final do ano, segundo analistas.

No campo da inflação, o IPCA tem apresentado revisões de queda pela quinta semana consecutiva, com projeções em torno de 5,03% para o ano. Contudo, essa estimativa ainda se encontra acima do teto da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN). O Produto Interno Bruto (PIB) também reflete a perda de tração da economia, com projeção de crescimento na casa de 1,9% para 2026.

Na Bolsa de Valores (B3), o Ibovespa enfrenta volatilidade, influenciado pela saída de investidores estrangeiros, mesmo em um cenário de alta nos mercados internacionais após dados positivos de emprego nos Estados Unidos. Especialistas apontam que o momento exige cautela, especialmente em um cenário onde relatórios do FMI alertam para o superendividamento das famílias brasileiras, recomendando políticas rigorosas de crédito.