A Arm anunciou sua nova tecnologia CSS for Mobile 2, projetada para ser integrada aos futuros chips que alimentarão os smartphones de última geração. A principal novidade está na GPU, que foi redesenhada para permitir que a Inteligência Artificial melhore a resolução gráfica e as taxas de quadros (framerate). O objetivo é proporcionar uma experiência de jogos mobile muito superior em aparelhos Android premium que chegarão ao mercado. Além disso, a Arm aprimorou seus clusters de CPU para o processamento mais eficiente de tarefas baseadas em IA.

A Primeira GPU Nativa para IA
Enquanto smartphones top de linha precisam de muita capacidade de processamento, a Arm revelou a Mali G2-Ultra NX, que a empresa classifica como sua primeira GPU nativa para IA. O chip utiliza IA para aprimorar os recursos visuais diretamente na própria GPU, diminuindo a latência e economizando bateria. Tradicionalmente, os dados gráficos são enviados para a NPU (Unidade de Processamento Neural), mas ao integrar tudo na GPU, o processo fica mais ágil e consome menos energia.

Tecnologias Avançadas para Jogos
A Mali G2-Ultra emprega três métodos de IA para realizar seus aprimoramentos. O supersampling neural pode pegar imagens renderizadas em resoluções menores, como 540p, e transformá-las em 1080p, enquanto o upscaling de taxa de quadros gera quadros intermediários para saltar de 30 para 60 FPS. Já a redução de ruído atua para limpar artefatos visuais em cenas exigentes, como aquelas com traçado de raios (ray tracing) e iluminação complexa.

Chris Bergey, executivo da Arm, destaca que renderizar jogos em menor resolução e amplificá-los com IA pode permitir baterias menores, viabilizando smartphones mais compactos e potencialmente mais baratos.

Melhorias na CPU e Velocidade da IA
Além das novidades gráficas, a Arm também apresentou os novos núcleos de CPU C2, voltados para fluxos de trabalho de agentes de IA. Se comparados aos modelos do ano anterior, os novos núcleos oferecem desempenho multi-thread 12% superior e são até 1,7 vezes mais rápidos em modelos de IA, utilizando 38% menos energia. Em testes que envolvem múltiplas tarefas, como processamento de voz, navegação na web e raciocínio, a nova arquitetura se mostrou 24% mais veloz.