Apple Watch Ultra 4 pode superar o Series 12, mas a que custo?

A Apple parece estar se preparando para um grande lançamento duplo no evento marcado para o dia 9 de setembro. Os rumores indicam que o aguardado Apple Watch Ultra 4 será apresentado lado a lado com o Series 12, o modelo topo de linha tradicional da empresa. Especula-se que a nova geração de relógios traga melhorias significativas de desempenho, graças a novos chips, além de recursos inovadores para a saúde e bem-estar dos usuários.

Desde a chegada do primeiro modelo Ultra em 2022, o smartwatch se destacou por seu design robusto em titânio e tela de cristal de safira, atraindo esportistas e aventureiros. Ao longo do tempo, ganhou funcionalidades exclusivas, como suporte para mergulho e SOS via satélite. Diferente da linha principal, a família Ultra não seguia lançamentos anuais, mas isso pode mudar este ano.

O foco agora parece estar em um salto de processamento. Considerando que os relógios do ano passado mantiveram o chip S10, seria improvável que a Apple deixasse seu dispositivo mais caro defasado. As apostas recaem sobre a chegada de um novo chip S11 ou até mesmo um S12, equiparando a potência do Ultra 4 com o Series 12.

Contudo, tanta tecnologia pode impactar o bolso do consumidor. O Ultra 3 já chegou ao mercado custando a partir de US$ 799. Com a tendência de alta de preços de hardware observada em 2026, inclusive em marcas concorrentes como Google e Samsung, não seria surpresa se o Apple Watch Ultra 4 ultrapassasse essa marca.

Um dos grandes atrativos para o novo processador seria o suporte aprimorado à nova inteligência artificial Siri AI, presente no WatchOS 27. Testes apontam que a assistente está muito mais inteligente e contextual, aposentando as respostas genéricas e pesquisas na web, mas exige mais do hardware para evitar engasgos e lentidão.

A duração da bateria, um dos pontos críticos para usuários de smartwatches, também pode se beneficiar da eficiência do novo chip. Apesar do Ultra 3 já oferecer quase dois dias de uso, ele ainda fica atrás de concorrentes focados em esporte, como Garmin e Coros. Qualquer otimização no consumo energético já será um diferencial competitivo importante.

Em termos de design, grandes mudanças não são esperadas, mantendo o visual já conhecido. Porém, novos recursos de software, como os novos gestos e melhorias no aplicativo de exercícios com suporte a idiomas adicionais (como o espanhol), estão garantidos com o WatchOS 27. A expectativa final recai sobre as ferramentas de saúde, como medições avançadas de pressão arterial e até rumores sobre a introdução de um leitor biométrico Touch ID na coroa digital.

Restam poucas semanas para descobrirmos os planos reais da empresa. Acompanhe a cobertura do evento em setembro para saber todos os detalhes.