Alternativas aos Óculos da Meta Encontram Forma de Durar Mais com Baterias Magnéticas
Os óculos inteligentes com câmeras estão enfrentando um momento delicado, especialmente devido às preocupações com a privacidade que afetaram a reputação de todo o setor — justo quando gigantes como Google e Samsung se preparam para lançar suas próprias versões. No entanto, o mercado continua aquecido, e os novos Vive Eagle da HTC acabam de chegar ao mercado global (incluindo os EUA por US$ 499), após um lançamento inicial na Ásia.
Após testar o dispositivo, as semelhanças com os óculos da Meta são evidentes: áudio robusto para músicas, microfones de qualidade comparável para chamadas e fotos e vídeos em grande angular de 12 MP que dão conta do recado, mesmo sem atingir a excelência das câmeras de smartphones. O design é um pouco mais robusto, lembrando um par genérico de Ray-Bans.
O grande diferencial do Vive Eagle, contudo, está na bateria. A HTC introduziu um pacote de bateria externa (Power Boost) vendido separadamente por US$ 49. Trata-se de um pequeno módulo magnético que se fixa facilmente a uma das hastes dos óculos. Enquanto a bateria interna dura de 4 a 5 horas (e os modelos da Meta duram de 4 a 8 horas, exigindo que sejam guardados no estojo para recarregar), a solução da HTC permite uma recarga instantânea em uso. Isso abre a possibilidade teórica de uso contínuo das funções de Inteligência Artificial e gravação, bastando trocar os módulos de bateria, embora o encaixe magnético possa se soltar com esbarrões.
No campo da Inteligência Artificial, os óculos utilizam modelos do Google (Gemini) ou OpenAI (ChatGPT), mas por meio de um chatbot próprio da HTC. Isso significa que você não pode vincular sua conta pessoal do ChatGPT ou Gemini, dependendo de uma conta da HTC Vive. Eles também oferecem tradução em tempo real para 90 idiomas, desde que o aplicativo esteja aberto no celular próximo.
Para contornar as questões de privacidade, a HTC bloqueia a gravação se a luz indicadora de LED for coberta e mantém todas as mídias salvas localmente no telefone, sem envio para a nuvem da empresa. Vale notar que há uma assinatura mensal de US$ 3 para os serviços de IA, embora a HTC inclua dois anos gratuitos na compra.
No fim das contas, a inovação da bateria removível pode ser um prenúncio do futuro. À medida que as empresas buscam criar vestíveis com IA de processamento contínuo, soluções de energia modulares como a da HTC podem se tornar o novo padrão para manter esses dispositivos funcionando o dia todo.